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Manias

Publicado por Ipc em 22/10/06 (1240 leituras)
“Em dia com a Psicologia”
Manias

Todos nós temos nossas manias ou nossas esquisitices particulares. Algumas pessoas gostam que tudo esteja bem limpinho ou que tudo esteja arrumado de certa maneira. Alguns gostam de colecionar postais e outros costumam voltar para conferir se fecharam a porta do carro. As manias estão presentes no nosso dia-a-dia, sejam nossas, sejam dos outros.

O que é importante falar sobre as manias é que é preciso prestar atenção se a gente está tomando conta da mania ou se ela está tomando conta da gente, ou seja, se a mania é uma particularidade ou está atrapalhando algumas coisas que a gente precisa fazer ou gostaria de fazer.

Quando a mania passa a ser doença, ela passa a ser chamada de transtorno obsessivo-compulsivo ou TOC. De modo geral, o TOC tem início na infância, adolescência ou começo da vida adulta e seu surgimento está ligado a acontecimentos considerados importantes. Em casos menos comuns, o TOC pode apresentar apenas obsessões ou apenas compulsões.

Obsessões são impulsos, imagens ou pensamentos chatos, constantes e insistentes que não têm a ver com a situação que está sendo vivida e acabam atrapalhando a pessoa, que reconhece que eles não têm fundamento, mas não consegue evitá-los.

Compulsões são ações repetidas muitas vezes com a finalidade de prevenir que alguma coisa ruim aconteça. Entre a compulsão e o que ela procura evitar pode ou não existir uma relação lógica. Lavar as mãos diversas vezes tem como finalidade impedir que haja contaminação, mas arrumar os bibelôs de forma simétrica pode estar ligado à prevenção de um acidente de carro, por exemplo. As compulsões começam com uma sensação de urgência e, depois de realizadas, não dão prazer, apenas alívio da ansiedade.

Nos casos em que há um comprometimento maior das atividades cotidianas, há necessidade de medicação para a retomada dessas atividades e em todos os casos de TOC, o tratamento feito em psicoterapia é recomendado, pois procura analisar os diversos fatores envolvidos no transtorno e propor que pouco a pouco haja contato com o que causa ansiedade.

Luciana Rosa Machado
lu_rosa@bol.com.br.


Artigo publicado pelo Bragança Jornal Diário em 2004

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